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sonhos universitarios

SONHOS UNIVERSITÁRIOS
autor: A. Mil. / ilustração: Sergio

Aquela noite parecia uma noite como qualquer outra . Fui a faculdade , já estava no último semestre do curso, prestes a me formar e enfrentar a vida profissional que me aguardava . Estávamos praticamente em clima de despedida. Ao invés de semana do saco cheio, estávamos no semestre do saco cheio.

Como tudo já era quase festa, brincávamos mais, conversávamos , como que a despedir das pessoas que conviveram conosco naqueles longos cinco anos .
Estava absorto no muro da escola, a olhar para o céu e admirando as estrelas quando me para do lado, Rafaela . Era uma morena escultural, cabelos lisos acastanhados e olhos vivos e intensos, da cor do céu. Tentei por diversas vezes sair com ela, mas ela sempre me dizia que tinha alguém e que não sairia  comigo por esse motivo. Apesar de nunca desistir acabei aceitando o fato e nunca mais fiz o convite.
Ela chegou me deu um beijo carinhoso no rosto, sorriu e disparou a frase :

-- Sabia que hoje é meu aniversário ?

No qual respondi , prontamente e meio que até estranhando .

--- Nossa! Que legal! Quantos aninhos ?

No que ela responde , com um ar de maioridade :Eu a conhecerá ainda menor, começou bem nova no curso.  

-- Vinte e um , mas bem vividos. Já que agora sabe que é meu aniversário posso pedir um presente ?

Engoli em seco, andava duro de tudo, nem lanche estava comprando na hora do intervalo, mas ela merecia tudo o que pedisse . E arrisquei responder no escuro e talvez até me dar mal.

-- Pode pedir o que quiser que já está ganho ? Falei firme, porém o estômago estava até doendo de medo da resposta.

Ela respondeu de forma maliciosa :

-- Posso pedir o que quiser que você me dá ? Tudinho !!

Engasguei um pouco na resposta, não estava entendendo bem .

-- Bem ....pode , você merece tudo o que pedir . Ainda mais numa data desta.

Ela jogou os longos cabelos para trás, como a me desafiar e disse :

-- Então ...vc me convidou o curso inteiro para sair e eu sempre recusei. Hoje eu topo sair com você, mas ...,  quero ir a um motel .

Por alguns minutos perdi a voz, a cor e os sentidos. Belisquei-me  para ver se de fato estava acordado ou era apenas um sonho. Aliás, meu sonho estava diante de mim, propondo amor  ou sexo , tanto fazia naquela hora .
Assim que me recompus respondi:

--- Lógico, como você quiser . Mas quando ?
Ela de bate pronto, respondeu :

-- Hoje, agora, já !!!

Essa resposta  definiu tudo. Era pegar ou largar .
Peguei.

-- Então, vamos sair da aula e pego o carro e procuramos um .

No que ela rebate .

-- Não precisa procurar não, já sei aonde iremos. Um motel lindo e aconchegante perto daqui. Deixe que eu indico o caminho.

Calei-me e deixei ela me conduzir , como se fosse numa valsa . Fui no ritmo da música que ela entoava  com suas palavras.
Descemos até o estacionamento, peguei o carro, gentilmente abri a porta para ela entrar Nessa hora pareciamos um casal de namorados indo para uma noite de amor.
Estava tão nervoso que parecia até frio com a situação, mas era apenas uma forma de me defender do próprio estado emocional.

Ela entrou no carro e fomos conversando sobre banalidades, talvez até para relaxarmos um pouco, não ficar muito mecânico e profissional.
Coloquei um pouco de música, de uma fita romântica, já previamente separada e fomos cantarolando e conversando ao som de Michael Jackson , Bee Gees e outros ícones da época.

No trajeto ela foi me indicando as ruas a pegar e percebi que havia ido lá, não resisti a curiosidade e perguntei :

-- Você vem aqui sempre ?

No que ela responde :

-- Não, mas tenho recomendações de que é muito bom. Quero a lembrança de ter ido contigo e que seja marcante .

Não entendi muito bem a resposta, mas parecia que algo estava errado na relação dela com alguém e eu seria o ponto focal da hora. Poderia até me sentir usado, mas naquele momento nada disso importava. Apenas queria ter uma linda noite de amor com alguém que me atraia e muito.

Chegamos na porta do motel e embiquei o carro na portaria. Pedi um quarto/suíte , aquela seria a hora de desistir, seja eu ou ela, mas o atendente passou a chave e o número e senti que não teria volta e nem arrependimento.

Entramos .

Já no quarto, acendi a luz e observei um lindo espelho no teto, como que a nos convidar para um show. O nosso próprio show. Deixamos os pertences numa cadeira e ainda meio que tímidos fomos nos aproximando. Dei-lhe um beijo e fiz um carinho. Ela aceitou e sorriu.
Após isso disse-me em tom de preparação:

-- Vou tomar um banho, estou suadinha pelo dia a dia  e já volto.

Estava tão ansioso pelo momento, que respondi :

--  Não, não vá agora . Deixe-me sentir o gostinho de seu corpo ao natural. Esse  gosto salgadinho de mulher.

Ela sorriu  e recuou de sua ida ao banho. Com um sorriso, me deu o aceso a ir ao seu encontro e se abriu para que tomasse as atitudes.

Dei-lhe um beijo na boca, um afago no pescoço, um banho de língua por toda a fronte, até chegar em seus seios, que eram fartos e pareciam já saltar da blusa que usava. Fui desabotoando botão por botão, até que vi a imagem de seu corpo sendo desnudado e me maravilhei ainda mais com aquela descoberta. Ela era até mais bonita de corpo do que eu poderia imaginar . Sua textura era leve, como o toque na seda, suas curvas delineadas e sua pele suave e delicada. Por um momento, apenas admirei, parando até de desnudá-la .

Já começava a aparecer seu corpo, beijei-lhe  o vão do seio até chegar ao ventre. Ela já gemia de prazer, e se abria como uma flor a meus caprichos. A saia já era curta e foi até fácil de ser tirada .

Apresentava-se para mim, um lindo corpo de mulher a procura de satisfação, olhei-a por inteiro, apenas a calcinha e o sutiã ainda escondiam alguma coisa, mas o que já se apresentava já me satisfazia por completo. Seria uma miragem ? Não, era real e estava acontecendo.

Após a admiração, dei-lhe ouro beijo e um longo e carinho abraço. Aproveitando o enlace, tirei o sutiã sem deixar de abraça-la . Ele caiu ao chão como que vencido por mim. Corri meus braços até suas coxas . Acaricei-as. Investi para  seu monte de Vênus, ainda coberto, mas já úmido pela sensação do toque. Agachei-me e rocei  minha boca no monte que ali se mostrava . Ela gemeu novamente, como a aprovar a caricia. De forma gradual, fui tirando sua calcinha . Ali já não existia mais nenhuma barreira . Seu corpo se apresentava por inteiro . Indefeso e pedinte de amor.Um convite ao prazer.

Ela me olhou e disse de uma forma doce .

-- Acho que estou inferiorizada neste momento. Não se mexa que agora é minha vez.

Veio ao meu encontro e botão por botão, tirou minha camisa. Meu peito com alguns pelos frontais foram acariciados como se fossem um bibelô para ela. Pediu-me para deitar na cama e logo em seguida, desabotou meu cinto, o que fez minhas calças ficarem folgadas a ponto de caírem. Nessa altura, meu pênis já não agüentava mais e a calça já não arriaria tão fácil. Vendo isso, ela abriu os botões e foi tirando bem devagar, quase que imitando o que eu houvera feito. Mas tinha uma diferença, a delicadeza que só a mulher sabe ter .
Ao tirar meu último acessório o meu membro já estava em ponto de bala, não resistia a tanto carinho. E mostrou-se pronto para o ato a qualquer momento.
Ela sentindo o momento, encaixou-se em minhas coxas, procurou o local certo e em gestos rápidos e precisos cavalgou na montaria em lúxuria e prazer . Depois de alguns minutos os nossos corpos caiam um para cada lado e descansavam do cansaço.

Sugeri, agora sim, que tomássemos aquele banho que outrora ela queria.
Fomos juntos ao banheiro, e num exercício de colaboração, um lavou o outro, como se fossemos íntimos a anos. O passar da esponja nas costas a fazia arrepiar, aquele momento já estava sendo a preparação para a continuação da noite de amor.

Depois de descansado, e com a energias renovadas ali mesmo no chuveiro, a segurei pelas coxas e a ergui até meu quadril. E, num exercício de vai e vém, fizemos amor pela segunda vez  Ela com o rosto molhado e os cabelos a tapar a visão , usava de todo tato para descobrir os locais para tocar, e eu ao mesmo tempo, percorria com a mão a lhe estimular os sentidos as áreas que lhe excitavam. Foram momentos deliciosos.

Voltamos ao quarto e caímos na cama para um merecido descanso. Numa forma extremamente intima , ficamos conversando, com ela com a cabeça em meu colo.Foram minutos de ternura , sem que se pensasse em sexo. Apenas o carinho.
Passado o devido tempo, o contato da pele não deixava que meu pênis sossegasse. Ela percebeu a nova excitação e deitou-me novamente e afastou os cabelos da frente do seu rosto e colocou sua boca em meu membro. Delirei de prazer . Não conseguia controlar as emoções , e ela percebeu e abusava mais ainda dos toques. Sugava-o sem arranhar, apenas de forma suave e firme , percebia-se que não era sua primeira , até porque eram atos muito bem coordenados e experientes. Após  essa seqüência, não agüentei e gozei . Ela riu, sabia que tinha feito tudo certinho e me dado prazer.

Ao me refazer do estímulo, senti-me na obrigação de retribuir tal deleite  e levantei, deitei-a na cama e apliquei-lhe o “ cunnis linguis “ , abri sua vagina de forma delicada, com os dedos fui massageando seu clitóris, até que percebi que estava molhadinha e mais avolumado e apliquei um banho de língua pelo corpo todo até chegar ao seu destino final. Depois de mordiscar e excitar-lhe, ela aos gritos pediu para parar e encolheu-se fechando as pernas entre as mãos e gemendo. Tinha compensando o prazer que me dera.

Após tanto exercício, pedimos um jantar, afinal precisávamos recuperar as energias gastas. Comemos de forma pausada e conversamos mais um pouco. Parecíamos mais íntimos do que realmente éramos. O medo já não existia naquela relação, então os olhares  eram mais ternos, suaves e compassados. Havia um clima de amor .

Como sobremesa, pedimos morango com chantily. Ela apropriou-se dele , comeu e desgustou-o. Quando havia apenas um, passou o morango no creme, correu até a cama , colocou-o na vão do umbigo e disse :

-- Venha buscar sua sobremesa !!

Existia uma malícia enorme em suas palavras, e era impossível não atendê-la em tal pedido. Fui ao seu encontro.

Ela havia lambuzado todo seu corpo na parte frontal com chantily e o morango adormecia junto ao umbigo. Lambi o chantily de seus seios em círculos ,contínuos, sentia que ela gostava do toque na região, seus mamilos estavam duríssimos . Continuei nessa região e fui descendo , acariciando até chegar ao morango que era a prenda da quermesse. Peguei-o com a boca e deixei um pedaço para fora . Levei- a sua boca e dividimos o mesmo. Logo após, dei-lhe um grande beijo. O qual foi retribuído a contento.

Passado o beijo, ela me empurrou carinhosamente para a cama , em posição de deitar e subiu por cima de mim. Encaixou –se no meu pênis e começou de forma ritmada  a dança  do sexo. Era uma imagem perfeita. Fazendo amor com alguém que sonhara a muito tempo. Nem parecia real. Fiquei mirando seu semblante, suas curvas do corpo, seus seios de tamanho ideal. Como que a memorizar essa cena para sempre .

Quando retornei a realidade , já estávamos a ponto do gozo. Via a felicidade em seu rosto e o prazer por todo seu corpo. Gozamos juntos, com ela a cair sobre mim como a pedir colo e descanso. Coloquei-a ao meu lado e dei meu peito de forma terna e afetuosa.
Nesse momento ela me diz :

-- Sabe que é a primeira vez que alguém, após fazermos sexo, me embala e acaricia. Na maioria das vezes., vocês viram para o lado e pronto. Vocês não percebem que fazem nos sentirmos apenas um objeto.?

Não sabia bem o que responder, aquilo parecia uma reclamação a toda a classe masculina , e eu era o intermediário. Pensei um pouco e disse :

-- Não se sinta assim, não. Estar com você e tê-la em meus braços foi um prazer da alma e não apenas do corpo.

Ela riu e consentiu com a cabeça.

Nos recobramos e sabíamos que o tempo nos era carrasco e nos cobrava a hora. Teríamos que retornar a nossa realidade , ao mundo real .
Vestimo-nos , nos beijamos e em um silêncio sepulcral saímos em direção ao carro.
Foram momentos de  despedida. Sentia que aquela teria sido a primeira e última vez que aquilo teria acontecido. Mas tinha a certeza que jamais sairia da lembrança.

Nos formamos, a vida nos separou, um para cada lado e nunca mais recebi um convite de aniversário dela.
Entretanto, sinto que foi uma aula que recebi .

Mulher tem que ser tratada com carinho. Levo isso para toda a  minha vida .

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